Skip to content

Roupas têm nomes bobos

img_8166

Sou meio metido a filósofo, admito. Por vezes, penso profundamente sobre o futuro do mundo, sobre a natureza da humanidade, sobre a pergunta fundamental sobre a vida, o universo e tudo mais, e sobre sua resposta.

Por vezes, eu penso em bobeiras. Por vezes, eu penso em palavras. Por vezes, eu penso como palavras e bobeiras são muito próximas. E penso em palavras bobas, também.

Esse é um tipo de exercício muito interessante, porque ele pode te levar muito longe e, mesmo que não pareça ter nenhum uso prático na vida, te dá uma musculatura legal para quebrar a cabeça com coisas mais sérias. Mas ninguém vai te julgar (muito) se você se divertir com as perguntas sem consequência e as totalmente bobas.

Por exemplo: roupas têm nomes bobos. Muito bobos mesmo. Sério. Tire dois minutinhos da sua vida e pense sobre os nomes bobos de roupas.

Pense comigo: o que define calças como calças? É a cintura? As pernas? Há muito o que se pensar sobre elas, porque essa definição pode ser muito importante (?) para entender outras definições.

Por exemplo: se “shorts” se diferenciam por serem calças curtas (“short pants”), podemos dizer que o fator de diferenciação é o tamanho das pernas. Entendo que bermudas — que, aliás, aparentemente foram inventadas mesmo nas Bermudas — ficam fora dessa definição, porque têm esse apelido.

Mas e as calcinhas? E as calçolas? Uma definição de dicionário diz que calcinhas são efetivamente calças curtas, mas tecnicamente não deveríamos, pela mesma lógica, chamar os shorts de “calcinhas”, abandonando o termo em inglês? E, progredindo nessa lógica, não deveriam as calcinhas alcançarem um novo patamar de diminutivo? “Calcinhazinhas”? “Calcetes”?

Outra: camisas. Para começar, o que raios define “camisas” como camisas? Qual é o critério? Da “camisa” para a “camiseta”, o que muda são os botões? Ou o acabamento, como um todo?

Não podemos dizer que são as mangas, porque tanto “camisas” quanto “camisetas” possuem mangas. Regatas, ou “camisas regatas”, ainda são camisas, mesmo não tendo mangas, então não é tanto a ausência ou presença de pano nos braços que define uma camisa como tal.

Assim, temos que seguir com algumas outras hipóteses para definir qual o critério do que realmente é uma camisa. Das muitas características que podemos considerar, há o fato de que é uma peça de vestuário, geralmente de algum tecido, que geralmente se veste ou se fecha ao redor do tronco, sem elementos que a assemelhem com outras peças como jaquetas, sem gorros e derivados, e por onde pode se passar a cabeça e os braços.

Aqui, já podemos criar muita discussão por definições, mas essas características são apropriadas, em termos gerais,  abrangendo até a “camisola” e possibilitando considerar até mesmo uma camisa reconhecida, mas menos lembrada, que é a camisa-de-força (ainda que esta tenha mangas apropriadas para que os braços, quando passados pelas mangas, sejam presos). E aí vem a pergunta pseudo-filosófica: como isso se encaixa com camisinhas?

“Camisinha” é o pior apelido possível para um preservativo. Afinal, veja só: ela não é uma peça de vestuário (ao menos, não na maneira habitual), ela não é vestida no tronco*, ela não é feita de tecido e, mais importante de tudo, ela não deixa passar a cabeça* e nem os braços! Já dizia a sabedoria popular que “pau não tem ombros” e, logicamente, eles também não têm braços. E nem na camisinha feminina isso se aplica! Talvez, assim, “capuzinho” fosse um termo muito mais adequado. Ou “saquinho”? Ou “gorrinho”?

Esse é o tipo de pergunta sem consequência com que eu me divirto diariamente. As pessoas que me conhecem, no geral, são muito pacientes.

*[Insira aqui uma piada de duplo sentido]

Conto Impromptu — MMXVII

(Conto originalmente compartilhado no Medium, escrito lá direto, em uma sentada.)

Um homem cansado senta-se em frente a uma escrivaninha antiga. Ele parece perdido em pensamentos, e as sombras da sala deixam ainda mais evidentes as marcas profundas em seu rosto, de quem já viu de tudo na vida.

Alguém bate na porta.

— Entre, — diz o homem, sem levantar a cabeça.

A porta se abre e entra um jovem forte, mas com aparência insegura, vestindo um fraque. Ele é claramente novo aqui.

— O senhor queria me ver?

O homem na poltrona não levanta a cabeça para encarar o rapaz. Sua voz é tão cansada quanto sua aparência:

— Venha cá, rapaz.

O jovem do fraque caminha até a mesa, tentando parecer seguro, mas deixando transparecer o nervosismo no tremor de seus dedos. Só quando ele se aproxima da mesa, o homem de rosto marcado levanta a cabeça para encará-lo.

Os dois ficam alguns instantes em silêncio. O jovem coloca as mãos atrás das costas, nervoso. Seu chefe, com uma expressão de desgosto que não parece direcionada exatamente ao rapaz, suspira.

Ele então abre uma das gavetas da velha mesa e tira uma série de objetos, que coloca à frente do rapaz: uma arma, um coldre, uma carteira de identidade, e uma grande pasta com papéis. Os olhos do rapaz se movem diretamente para os documentos, claramente a única parte que o surpreende dos objetos entregues.

A pasta em si era nova, mas as folhas que vazam pela superlotação são em sua maioria amareladas e manchadas de café e sabe-se lá mais o quê. Na capa da pasta estava impressa a palavra “RESOLUÇÕES”, mas alguém já a havia riscado com uma caneta hidrográfica preta de ponta grossa e rabiscado “DIRETRIZES” logo abaixo. O jovem aperta os olhos e depois encara o homem, procurando alguma explicação.

— Agente MMXVII, estas são suas diretrizes de missão. Você deverá estudá-las e cumprir cada uma das tarefas aqui listadas com eficiência máxima.

O velho falava de maneira quase automática, com o som profissional de quem já fez aquilo muitas vezes antes, mas com uma vaga ponta de desilusão de quem raramente viu aquela instrução surtir efeito.

— Sim, senhor! — Exclama o jovem, aprumando-se. — Quando devo começar?

— Imediatamente, MMXVII.

O jovem cuidadosamente tira o paletó e veste o coldre. Ele confere a arma e, encontrando-a em bom estado e carregada e a guarda. Depois veste o paletó, pega a identidade que o marcava como agente e a coloca em um bolso interno.

Terminado o processo, o jovem tem um sorrido largo no rosto, tanto o sorriso de quem tem um novo cargo, quanto o daquele que é confiante demais e carrega uma arma. Seu chefe não parece impressionado.

— MMXVII, olhe para mim.

A voz do velho desmonta o sorriso do jovem, que novamente esconde as mãos atrás das costas.

— Sim, senhor?

O homem da mesa vira a pasta ao contrário e a abre pelo final, revelando um conjunto de páginas grampeadas, claramente independentes do conteúdo principal dos documentos. Há a foto de um homem com um sorriso largo, quase maníaco, e uma série de informações diversas sobre ele e suas atividades.

— Este é um trabalho duro. Este é um trabalho que pode trazer o pior das pessoas para fora.

O jovem ainda não havia entendido bem a mensagem, mas algo naquilo o deixava nervoso.

— Junto com as suas diretrizes de missão, tomei a liberdade de deixar um dossiê de seu antecessor. Do agente MMXVI.

MMXVII engole em seco. Ele havia ouvido as histórias. Se havia algo que qualquer pessoa na agência queria evitar, era ser como MMXVI. A boca do chefe se estica em algo que fica entre um sorriso e uma careta de desgosto profundo.

— Ele não suportou a pressão. Acredito que foi logo no começo de suas tarefas, com a missão do “Homem do Espaço”. Ele não suportou a pressão, depois disso. Todas suas decisões em campo foram comprometidas.

Os dois se encaram em silêncio novamente, mas MMXVII começa a suar frio, tendo claramente perdido a convicção que o novo cargo havia lhe dado momentos antes. O chefe suspira novamente.

— Quero que estude tudo que MMXVI fez para que evite seus erros. Algumas das missões que você tem pela frente não serão fáceis, mas não deixe que elas quebrem seu espírito.

Ele fecha a pasta e a estende para MMXVII, que a segura com os dois braços como a um bebê.

— Sim… s-senhor. — responde, finalmente, com um leve tremor na voz.

— Todos torcemos pelo seu sucesso. Esperamos que aprenda com os erros de seu antecessor e nos dê orgulho. — O chefe finalmente consegue um sorriso, ou o mais perto disso que seu rosto consegue produzir.

O jovem respira fundo e consegue retribuir com um sorriso pequeno, mas genuíno.

— Sim, senhor!

— Dispensado, agente.

MMXVII acena com a cabeça e começa a se dirigir em direção à porta.

— Agente!

Ele se vira e encontra o chefe de pé, atrás da mesa, as duas mãos apoiadas sobre a madeira.

— Senhor?

— Seja lá o que acontecer, não deixe que atirem em um gorila dessa vez.

MMXVII franze a testa, se perguntando se isso era um novo código da agência, mas acena positivamente.

— Sim, senhor!

As Selfies Não São Minhas

screen-shot-2016-12-26-at-22-58-10

(Imagem: https://en.oxforddictionaries.com/definition/selfie)

Talvez você não saiba, mas existe uma guerra acontecendo.

Tudo bem, talvez “guerra” seja uma palavra forte demais. Um “embate”, talvez? Um “confronto”? Estou pensando muito na palavra certa para definir este conflito porque são as próprias palavras que são a base dele.

É a oposição entre dois posicionamentos sobre como línguas devem funcionar: o Descritivismo e o Prescritivismo.

Basicamente, o “Descritivismo” é uma forma de descrever uma língua gramaticalmente que busca entender como as pessoas falantes de uma língua a utilizam e descrevê-la de acordo. O “Prescritivismo” é outra forma que prega o contrário — eles utilizam-se de normas para dizer o que uma língua deve ser e como as pessoas devem utilizá-la.

Essa oposição se manifesta de várias maneiras, desde meras discussões e estudos acadêmicos até dicionários e utilizações práticas para não-linguistas.

Eu amo línguas, amo escrever e amo comunicação em geral. Minha formação é de publicidade, mas tenho amor à linguística, ainda que meu conhecimento nessa linha de teorias não seja muito superior ao conhecimento de um turista sobre um país estranho onde passeia. Assim, eu pensei por bastante tempo sobre essa briga e há algum tempo escolhi o lado do Descritivismo, tanto porque penso que ele faz mais sentido, quando porque ele reflete meus valores morais básicos.

Ficou tudo meio sério subitamente, né? Mas é isso mesmo.

Vou forçar a barra — eu realmente acho que essa é uma briga que não para em palavras. Ela é uma briga de valores e da maneira como enxergamos mudanças. Aqui, a palavra “mudança” pode ser trocada por “progresso” e/ou “evolução”, dependendo do seu ponto de vista.

As regras gramaticais frequentemente seguem o que é estabelecido por um grupo e nem sempre representa a realidade da língua falada. Isso acontece também com tudo mais que muda.

O problema é que a mudança é estranha, assustadora e muitas vezes ela tropeça bastante e até mesmo volta atrás antes de se acertar. Mas não existe nada no mundo que não mude, por mais doloroso que seja o processo. Os prescritivistas podem falar o que quiser, mas eu acredito que essa é uma batalha perdida para eles. Ainda que algumas palavras sejam marcadas como gírias, ou tenham indicações de usos irregulares, elas já constam em dicionários. E nós, como sociedade, temos muito o que aprender com essa luta e com esse resultado.

A lição maior de entender este embate linguístico ficou quando eu descobri que a mudança às vezes é tão sorrateira que toda nossa convicção pode falhar no momento em que ela não agir da maneira que desejamos. Vamos entender:

Uma vez identificado como um descritivista, eu passei a ver as línguas e a utilização que as pessoas fazem delas como algo divertido e interessante. Passei a ver a facilidade como tratamos com condescendência qualquer variação da norma culta, enquanto aceitamos regionalismos que pouco diferem disso. Me maravilhei com brigas internacionais pelo retorno do reconhecimento de linguistas à adoção do pronome “they” (“eles”/”elas”) como um termo singular de gênero neutro. Tive um apreço especial pela velocidade da evolução da linguagem na Internet, passando adotar “Olar” como uma expressão de uso corrente (ainda que em contextos informais) e vendo outras com “mim acher” não com condescendência, mas com curiosidade.

Só que haviam dois exemplos que sempre me pegavam e tentavam me puxar à minha educação básica e a um aparente consenso social em relação ao prescritivismo: o primeiro era a expressão “literalmente” e o outro era a expressão “selfie”.

Desde que me conheço por gente, o termo “literalmente”, talvez pelo som agradável quando exclamado em meio a uma conversa ou por uma percepção de efeito hiperbólico, era usado de duas maneiras: tanto para significar “literalmente”, ou seja, “de modo literal”, quanto para significar seu completo oposto — “figurativamente”. Enquanto os prescritivistas continuavam corrigindo os falantes a cada uso que viam como errôneo, os descritivistas perceberam o óbvio — as pessoas agora consideravam que “literalmente” significava duas coisas diferentes, mesmo que fossem opostas.

Isso “literalmente” explodiu a cabeça de muitos prescritivistas. A minha cabeça também, de certo modo, ainda que eu me considerasse descritivista. Só que exatamente por isso eu comecei a pensar e… bem, eu tive que ceder. Eu percebi que, claro, não preciso concordar com tudo que uma linha ideológica pensa porque me alinho com ela, mas existem coisas básicas que, se eu não concordar, eu automaticamente me torno hipócrita em relação a outras.

Eu percebi que por mais que minhas mãos, boca, ouvidos, olhos e mente não estivessem acostumados a usar ou compreender “literalmente” dentro desse aspecto, eu não poderia falar com convicção sobre o respeito a qualquer outra novidade linguística se tivesse algum apego a essa forma que começava a se tornar naturalmente antiga.

O tempo passou e, lentamente, comecei a metabolizar essa ideia. E vou dizer que ela ainda não desce totalmente. As aspas em “literalmente” ali em cima não foram apenas para fazer uma piadinha sem graça, mas porque parte de mim ainda tem resistência a usar a palavra e ser percebido como “errado”.

Mas enfim, vamos à palavra “Selfie”. Essa expressão denomina um autorretrato fotográfico, geralmente com a utilização de uma câmera de um dispositivo móvel. Em 2013, mesmo ano da matéria acima sobre “literalmente”, ela foi considerada a Palavra do Ano pela Oxford Dictionaries. A partir disso e por muitos outros meios, ela se popularizou por todo o mundo e agora qualquer um, por mais desconectado que seja de tecnologia ou cultura jovem sabe o que é e provavelmente já tirou várias selfies.

Só que no meio desse processo, é claro que essa palavra, como qualquer outra, não continuou estática. A expressão “selfie” já está começando a mudar, sendo adotada por vários indivíduos como uma maneira de dizer “foto”. Pede-se que pessoas tirem selfies umas das outras, tira-se selfies de objetos sem a participação de quem fotografa e já vi empresas recomendando, por exemplo, que seus usuários “tirem selfies” de documentos para enviá-los.

Isso, como devem supor pelo exemplo anterior, soou estranho para mim. Ao perceber, me vi pronto para falar contra a utilização “errônea” da expressão da mesma maneira e com a mesma intensidade e paixão que um padre que prega contra a corrupção moral da sociedade. O problema, porém, era exatamente esse. Eu percebi que eu não queria ser um padre. Nem um coroinha e nem mesmo um fiel.

Eu percebi, então, — ou talvez eu tenha percebido novamente — que é muito mais fácil aceitarmos uma mudança que já passou, ainda que com uma resistência inegável, do que aceitarmos uma mudança que se encaminha. Mas eu percebi que nós devemos estar prontos para isso. Se há um imperativo moral aqui, é que temos que aceitar e respeitar a mudança. Se não concordamos, não precisamos seguir essa tendência, e tudo bem. Mas se batermos de frente, nós somos os responsáveis por gerar a resistência, e essa resistência tem pouca diferença com a daqueles que se colocam à frente do progresso.

Eu percebi, acima de tudo, que também é mais honesto e menos hipócrita de nossa parte que nós repliquemos essa ideia.

Falando assim, parece que falo de algum movimento revolucionário, do começou ou fim de uma grande resistência, da desistência de uma luta. Bem, na prática, é algo assim, mas não é nem de longe tão grave, já que nós sempre aceitamos isso. Duvida?

Basta, por exemplo, um estudo básico de francês para identificar que língua portuguesa não teria “garçom”, “metier”, “berço”, além de outras muito mais óbvias que já se integraram ao nosso vocabulário e que, um dia, já foram “erradas”. Sem falar da naturalidade que reconhecidamente usamos “download” e até adicionamos um significado a mais em “baixar” para adequar a nossa língua a essa prática.

A mudança da língua não é imoral. A maior parte das mudanças que as pessoas fazem não são imorais. Mas nós temos uma facilidade muito grande de atribuir moralidade a coisas cujo uso não necessariamente está ligado à moral. Não podemos deixar que o desejo do uso correto de uma língua se torne uma cruzada, especialmente porque não há um uso correto, do mesmo jeito que qualquer moralidade que possamos discutir em torno disso e de outras realidades é relativa e só existe em nossas cabeças.

Isso não quer dizer — e explico de maneira bem clara porque sei que nem todos nós interpretamos palavras da mesma maneira — que estou falando que podemos instantaneamente usar palavras e uma lógica de língua até agora inexistente e esperar que todos a sigam, do mesmo modo que não podemos esperar que algo que não seja aceito pelo que se entende de nosso consenso de moral seja aceito de imediato.

Não podemos tratar isso como uma guerra, mesmo que alguns tratem assim, especialmente porque não é o tipo de coisa que o uso correto de pronomes, o uso palavras difíceis ou o uso correto da crase irá evitar. Nós, como humanidade, nos comunicamos há milênios. O português é falado há séculos. Só que nem a nossa própria versão de português brasileiro é o mesmo em seus quinhentos e tantos anos de existência.

Eu não vou usar a palavra “selfie” fora do significado que me parece certo que ela tenha, mas se ela vir a substituir a palavra “fotografia” eventualmente, sem dúvida terei que usar “selfie” no significado que atualmente me parece errado para que eu possa me comunicar. Isso é o mínimo que tenho que fazer como uma pessoa que usa palavras e que as ama. Isso é o mínimo que tenho que fazer como uma pessoa que busca o convívio saudável e não vê a resistência à novidade em qualquer âmbito como uma virtude. Isso é entender que as coisas mudam, e que tudo bem.

Se as pessoas mudarem o significado da palavra o suficiente e “fotos” se tornarem “selfies”, eu não terei o que fazer. As selfies não são minhas, e continuarão se chamando de selfies, porque não fui eu que as tirei.

A primeira pessoa a falar “você” talvez tenha sido muito julgada pelos usuários de “vossa mercê” (ou de “voismicê”, ou outras variações). Hoje em dia, ninguém sabe dizer com certeza quem foi o original. O uso não virou um crime a ser registrado pela história. E eu e você usamos “você”.

Na próxima vez que alguém fizer algo de um jeito diferente — não só palavras, mas qualquer coisa, qualquer coisa mesmo — , pense na primeira pessoa que falou “você”. E pense que a sua resistência pode te parecer como um princípio moral inalienável, mas que dificilmente é.

Últimos dias para apoiar “Dito Pelo Não Dito”

cover6

Pessoal, estamos nos últimos dias para apoiar o meu projeto de literatura “Dito Pelo Não Dito” lá no Catarse. Eu poderia me alongar a respeito dele aqui, mas sugiro que todos confiram lá na página do projeto. É só clicar aqui e conhecer 🙂 Muito obrigado!

“Dito Pelo Não Dito” entrevista: Carlos Estefan

1mftcbl8dn0tvspuutohsaa

Neste momento, está em financiamento coletivo no Catarse o livro “Dito Pelo Não Dito”, organizado por mim e pelo Pedro Hutsch Balboni, com mais 10 autores e um ilustrador!

Desta vez, falamos com o Carlos Estefan! Autor da série “Jones, Inc.” junto do Mauro Souza, Carlos também é roteirista na Mauricio de Sousa Produções! Apoiando “Dito Pelo Não Dito”, ele é mais um dos talentos que você ajuda! Conheça mais sobre o projeto AQUI e leia abaixo a conversa que tivemos com ele:

Leia mais…

“Dito Pelo Não Dito” entrevista: Pedro Hutsch Balboni

pedro

Neste momento, está em financiamento coletivo no Catarse o livro “Dito Pelo Não Dito”, organizado por mim e pelo Pedro Hutsch Balboni, com mais 10 autores e um ilustrador!

Enquanto entrevistávamos nossos autores participantes (vocês podem ler as outras nos meus textos do Medium), eu e o Pedro decidimos também participar da brincadeira! Agora é a vez do Pedro — escritor, quadrinista, tananã, pai de uma legião de joaninhas e, claro, co-criador de “Dito Pelo Não Dito”. Apoiando “Dito Pelo Não Dito”, além de um livro “roteirizado” e editado por ele, você terá o primeiro capítulo da obra com suas próprias palavras! Conheça mais sobre o projeto AQUI e leia abaixo o que o Pedro tem a dizer:

Leia mais…

“Dito Pelo Não Dito” entrevista: Kel Costa

kelcosta

Neste momento, está em financiamento coletivo no Catarse o livro “Dito Pelo Não Dito”, organizado por mim e pelo Pedro Hutsch Balboni, com mais 10 autores e um ilustrador!

Desta vez, falamos com a Kel Costa! Autora da série Fortaleza Negra, Kel está no momento trabalhando no terceiro volume de sua trilogia. Apoiando “Dito Pelo Não Dito”, ela é mais um dos talentos que você ajuda! Conheça mais sobre o projeto AQUI e leia abaixo a conversa que tivemos com ela:

Leia mais…